A notícia mais impactante desses últimos dias causou uma inquietação sem tamanho na imprensa brasileira. O seqüestro e tortura de três profissionais do jornal O Dia lança em pauta as liberdades de expressão e imprensa no Brasil e mostra a ousadia de uma nova classe de bandidos que emerge no Rio de Janeiro: as milícias.
O relato divulgado pelo impresso mostra a que nível a segurança pública brasileira chegou, e o quanto as autoridades precisam agir no combate à violência. Uma situação que está arregaçada aos olhos de todos, inclusive dos nossos governantes. Algo que eles cismam, teimosamente, em deixar de lado desprezando a vida de todos nós cidadãos.
Em nosso país não faltam casos chocantes de jornalistas que, ao tentarem cumprir o seu papel social, acabaram perdendo a própria vida. É claro que essa notícia, em particular, ganhou tamanha proporção por várias outras razões. Mas não poderia, jamais, (independente da data) deixar de ter sido divulgada. Imaginem, então, quantos casos semelhantes ocorrem e já ocorreram? Quantas vidas já se foram (ainda bem que essas não!) nas mãos de marginais que usam farda e, ao invés de acabarem com a criminalidade, rendem-se à ela?
Já que as autoridades - a quem cabe tomar providências - não cumpre o seu papel, pelo menos as associações que defendem os direitos humanos e os profissionais de comunicação se mobilizem e não deixem barato. Incomodem até obter a solução, que para esse caso pode se refletir em muitos outros.
*IMAGEM: BUSCA NO GOOGLE
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