Os candidatos e os atestados de antecedentes

Estamos há quatro meses das eleições mu - nicipais. Já começam a pipocar manchetes sobre alianças entre partidos (os que eram 'inimigos' tornam-se, rapidamente, 'amigos') e possíveis ou candidatos certos aos pleitos.

É a hora de nós eleitores verificarmos bem esses nomes, quem são, e, principalmente, como foi o passado de cada um. Há muitas discussões esses dias pautadas na candidatura, ou não, de políticos que sejam suspeitos em processos penais. Ou seja, possivelmente algum futuro prefeito ou vereador, pode ter seu nome ligado a tráfico e, ainda assim, como ainda não foi julgado ou condenado, assumir um cargo público com todo o poder e privilégios que conhecemos.

Como questionou Roberto Wider, presidente do TRE do Rio de Janeiro, em debate no Observatório da Imprensa na última terça, 17, para um gari conseguir traba - lhar precisa demonstrar ter uma boa conduta para poder concorrer a uma vaga na companhia de limpeza urbana: "se ele for um 'bandido', não pode ser aceito. E pode para prefeito?".

Não só o gari, mas uma série de outros profissionais precisam apresentar ates - tados de antecedentes em seleções para emprego. Uma função que interfere diretamente em nossas vidas, enquanto cidadãos, não pode ser entregue a qualquer um que se julgue capaz de exercê-la.

E o papel da imprensa neste caso? Deve-se ou não divulgar quem está 'sujo' ou 'limpo'? Não esperemos isso da propaganda política. Jamais! Mas os meios de comunicação deveriam tomar isso como pauta, deitar e rolar, e mostrar ao povo brasileiro, que parece estar acordando para essas questões, o poder que tem o voto.

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